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Varejo projeta contratar 15 mil temporários até o final de 2018 Grande parte dos comerciantes busca contratações para trabalho temporário para as vendas de Natal e cobertura de férias das equipes estão marcadas para iniciar em novembro.

Na maior parte do comércio gaúcho, as contratações para trabalho temporário focado nas vendas de Natal e cobertura de férias das equipes estão marcadas para iniciar em novembro. A maioria dos lojistas que pretende reforçar a mão de obra dos estabelecimentos deve investir no mesmo número de vagas abertas para período semelhante em 2017.

Segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Vitor Koch, a estimativa é que sejam criados 15 mil postos temporários para o setor. De acordo com pesquisa realizada pela Fecomércio-RS, as eleições deste ano tiveram pouca influência na decisão deste tipo de contratação: apenas 10,9% dos estabelecimentos participantes do levantamento reduziram a investida, por conta do cenário eleitoral. Alguns lojistas estão esperando passar a disputa para presidente, para contratar o reforço.

Segundo os resultados da Pesquisa de Temporários 2018 da Fecomércio-RS, as contratações no varejo gaúcho devem aumentar em 33,1% a força de trabalho dos estabelecimentos. Também em comparação com o ano anterior, 54,1% dos estabelecimentos devem contratar a mesma quantidade de funcionários, e 18,9% deles buscarão mais pessoas. Das vagas que estão sendo abertas, 87,8% serão destinadas para as áreas de vendas e comercial e 20,8% para as funções de caixa e crediário.

No que se refere ao crescimento de vagas, o Sindilojas-Porto Alegre calcula que na Capital o número de postos temporários cresça 12% em relação ao mesmo período do ano passado. “Mas é preciso lembrar que houve queda de 8% do uso de temporários no final de 2017”, pondera o presidente da entidade, Paulo Kruse. Ele pontua que o crescimento que se esperava no varejo não aconteceu durante este ano. “A greve dos caminhoneiros e as eleições atrapalharam.”

O presidente da Fecomércio-RS lembra que “a contratação de temporários é positiva tanto para o contratante como para quem está sendo contratado. Elas são a porta de entrada para uma vaga efetiva”. Koch, da FCDL-RS, observa que a criação dos novos postos de trabalho reflete a expectativa dos lojistas de ampliar as vendas no final de ano. “Para os trabalhadores, por sua vez, o período representa a chance de voltar ao mercado”, afirma Koch.

“No atual momento que o Rio Grande do Sul e o Brasil vivem, as contratações temporárias servem como alento e oportunidade para muitas pessoas”, completa o dirigente da FCDL-RS, lembrando que “nos anos em que a economia estava fortalecida”, cerca de um terço dos temporários acabavam sendo efetivados.


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Wesley Wierganowiez

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