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Grupo Cara & Cor’agem de Candelária encena “O auto da Compadecida” Evento acontece na próxima sexta-feira, 28, no Anfiteatro da Associação do Comércio e Indústria de Candelária.

Auto da Compadecida

Um convite para sair da rotina e embarcar no instigante universo do teatro. Tais possibilidades estão sendo oferecidas pelo Grupo de Teatro Municipal Cara & Cor’agem, que reapresentará no próximo dia 28, no Clube Rio Branco, a peça “O Auto da Compadecida”, encenada pela última vez pelo grupo teatral em setembro do ano passado para um auditório da Associação do Comércio e Indústria de Candelária (Acic), lotado.

Com início previsto para as 19h30, o ingresso custa R$ 10, e pode ser adquirido com os integrantes do grupo, diretoria da Associação Cultural de Candelária Érico Veríssimo (Accev), ou na rádio Sorriso FM.

O diretor de divulgação da Accev, Elias Gonçalves, informou que em relação à apresentação anterior foram acrescentadas algumas cenas. Disse também que o grupo está ensaiando a peça desde meados de maio. A direção é da professora Lilian Schünke, que também assina a adaptação do roteiro.

Ele explica, ainda, que todo o valor arrecadado será revertido para reforçar o figurino e cenários do grupo Cara & Cor’agem. Portanto, esta é a oportunidade de assistir a uma peça teatral em Candelária e ainda ajudar o Grupo Cara & Cor’agem, responsável pelas encenações da Paixão e Morte de Cristo e do Nascimento de Jesus em Candelária desde 2006.

Saiba mais
Um auto é um gênero dramático com origem na Idade Média, tendo entre seus melhores exemplos o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. As peças geralmente apresentam elementos cômicos e moralizadores (comédia dramática). O Auto da Compadecida, peça teatral de Ariano Suassuna, é uma das obras deste gênero mais conhecidas no Brasil. Tanto que acabou se tornando minissérie e filme. Esta peça projetou o autor nordestino pelo Brasil, e foi até considerado o texto mais popular do moderno teatro brasileiro. A obra teve seu lançamento no ano de 1955, mas só veio a ser encenada pela primeira vez em 1956, em Recife, Pernambuco. Trata-se de uma história vivida no Nordeste brasileiro, contendo fortes elementos da tradição e da cultura, além da forte influência da literatura de cordel. Possui também um enredo todo voltado para a religiosidade católica, e traz influência do barroco católico brasileiro: mistura tradição religiosa com cultura popular.

Foto: Divulgação

Sobre o autor

Mariéle Gomes Gross

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