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Demora nas obras de duplicação da BR 290 causa mobilização de associações no Estado Co m início nos últimos meses de 2014, até o momento menos de 10% da obra está concluída, estando parada por falta de recursos.

Sendo considerada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) um trecho crítico para acidentes graves de trânsito, junto com as rodovias federais BR 116, na região metropolitana, e BR 386, entre Tabaí e Lajeado, a BR 290 entre Eldorado do Sul e Pantano Grande vem gerando polêmica no Estado. Isso porque uma obra de duplicação de 115,7 km foi iniciada no final do ano de 2014 e até o momento pouco menos de 10% do trabalho foi concluído e a obra está paralisada por falta de recursos.

Preocupados com a situação, representantes dos municípios da região organizam uma mobilização para pedir apoio do governo federal à duplicação da rodovia. A questão foi levada pela Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) ao presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Antonio Cettolin, que pretende dar encaminhamento ao tema em Brasília, na próxima semana.

Segundo o presidente da Amvarp, Carlos Gustavo Schuch, a entidade se unirá aos apelos das comunidades e encaminhará a questão à Famurs nos próximos dias. “Não existe desenvolvimento regional se não tiver, principalmente, um acesso de qualidade, e na 290 temos um fluxo muito grande de veículos e caminhões, o que acaba muitas vezes congestionando e trazendo maiores problemas”, afirmou.

Schuch ainda ressaltou o alto número de acidentes que aconteceram no trecho somente no último ano: “Entregamos um documento solicitando apoio à duplicação da BR 290 e da BR 287, também em função do grande número de acidentes – foram 20 em 2018. Agora vamos aguardar a manifestação do governo federal…”, explicou.

O orçamento atualizado para toda a extensão da obra está em R$ 802 milhões e o recurso é destinado para a construção, desapropriações, administração e responsabilidade ambiental.

O INÍCIO DA OBRA

A duplicação da BR 290 começou oficialmente em outubro de 2014, no município de Butiá. Na época, a previsão era de que até o final de 2017 o trecho já contasse com a segunda faixa, o que não ocorreu. Os prazos têm sido constantemente atualizados e prolongados.

 


Sobre o autor

Marcelo Müller

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