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Coordenadoria de Saúde confirma infestação do mosquito Aedes Aegypti em Candelária

Infestação Aedes

Notificação oficial à Secretaria de Saúde aconteceu na última quinta-feira, 06.

Candelária está em alerta contra o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Isso porque após análises a 13ª Coordenadoria de Saúde de Santa Cruz do Sul, notificou oficialmente nesta semana a secretaria de Saúde do município quanto a infestação do mosquito.

De acordo com o fiscal sanitário de Candelária, Leonardo Ribeiro, em abril foram encontrados os primeiros focos do mosquito em dois pontos no centro da cidade, um em um antigo engenho e outro na Corsan, todos em armadilhas preparadas pela própria vigilância.

Após as medidas necessárias e a confirmação da reincidência dos focos de aedes nestes mesmos pontos, a coordenadoria foi informada e após análise das larvas confirmou se tratar do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungnya.

Conforme Ribeiro, em um primeiro momento foi realizada uma delimitação de 300 metros dos pontos para vistoria. Já na segunda coleta, onde somente na armadilha da Corsan foram encontradas mais de 300 larvas, mais 14 quadras espalhadas por vários bairros da cidade foram inspecionadas a fim de identificar focos em outros pontos. Desta forma, agora as armadilhas não serão mais montadas, e equipes da vigilância e agentes comunitários de saúde, passam a fazer a visitação de residências, auxiliando moradores na extinção de água parada e limpeza dos locais onde há possibilidade do mosquito se reproduzir.

De acordo com a secretária de Saúde, Sandra Gewher, a situação é preocupante, especialmente por que nesta época do ano os hospitais em sua maioria estão lotados e um surto das doenças transmitidas por este mosquito seria o caos. Ela revela que a pasta estuda uma forma de realizar a contratação de mais agentes de saúde para intensificar a visitação e prevenção contra o mosquito.

O município que é infestado pela primeira vez, somente será considerado livre do aedes após um ano sem a existência da larva.

Até o momento, não foram registrados casos de pacientes com os sintomas das doenças transmitidas pelo inseto.

Foto: Vigilância Sanitária

Dicas importantes para ficar longe do Aedes

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas.

Coloque tela nas janelas

Colocar telas em portas e janelas ajuda a proteger sua família contra o mosquito da dengue. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Coloque desinfetante nos ralos

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de dengue devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Piscinas e aquários

Piscinas pode se tornar foco de dengue – por isso, a atenção deve ser redobrada com a limpeza em épocas de surto. Já no caso dos aquários, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos.

Uso de inseticidas e larvicidas

Tanto os larvicidas quanto os inseticidas distribuídos aos estados e municípios pela Secretaria de Vigilância em Saúde têm eficácia comprovada, sendo preconizados por um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde.

Os larvicidas servem para matar as larvas do mosquito da dengue. São aqueles produtos em pó, ou granulado, que o agente de combate a dengue coloca nos ralos, caixas d’água, enfim, nos lugares onde há água parada que não pode ser eliminada. (https://www.minhavida.com.br/saude/materias/11617-prevencao-da-dengue-10-dicas-para-se-cuidar )


Sobre o autor

Mariéle Gomes Gross

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