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Candelária: Em clima de caos, município teme um colapso na área da Saúde Desde o mês de agosto, repasses não estão sendo feitos à cidade pelo Governo do Rio Grande do Sul e os atendimentos médicos ao público estão comprometidos.

Caos na saúde

Com sérios impactos já sentidos em hospitais  de todo o estado, a crise nas finanças da saúde pública do Rio Grande do Sul começa a apresentar efeitos graves aos municípios gaúchos. Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o Estado deve R$ 500 milhões em repasses às prefeituras, recursos destinados à contrapartida do governo gaúcho para programas como Estratégia de Saúde da Família, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Farmácias Municipais.

Preocupado com a situação, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS) enviou, na última terça-feira, dia 27, uma carta aberta à população, alertando sobre o iminente risco de paralisação geral dos serviços médicos no Estado Gaúcho. No mesmo dia, secretários de Saúde de diversos municípios se reuniram em Porto Alegre para tratar do assunto.

CANDELÁRIA

Em Candelária, assim como em vários municípios do Brasil, a situação é alarmante. Segundo a secretária municipal de Saúde, Sandra Gewehr, os repasses de valores foram feitos corretamente nos primeiros cinco meses de 2018. Já em junho, apenas metade do valor proposto chegou até Candelária. A situação se intensifica conforme ultrapassamos a metade deste ano.

Desde julho a pasta não recebe nenhum valor em dinheiro. Já o Hospital de Candelária não recebe repasses do Governo de Sartori desde agosto, há 4 meses.

O débito do Estado com Candelária ultrapassa R$ 1 milhão, sendo R$ 633. 500,00 referentes ao Hospital do município e R$410.447,02 à Secretaria de Saúde. A não transferência dos recursos gera um impacto direto nas finanças municipais, que precisa recorrer aos cofres da prefeitura para compra de materiais.

Ainda conforme Sandra, apesar do estado de caos, um enorme esforço está sendo feito pela secretaria para que se mantenha os atendimentos médicos em dia, mesmo que o Governo não cumpra com suas obrigações.

Os atendimentos prioritários no município são os casos de emergência, seguidos pelos casos de urgência e eletivos. Quando a Casa de Saúde do município não possui estruturas para atender ocorrências mais graves e de alta complexidade, pode-se contar com auxilio de hospitais de cidades vizinhas, como Cachoeira do Sul, Rio Pardo e Santa Cruz do Sul.

Mesmo assim, diante do real cenário de caos, o paciente ainda precisa orar para receber atendimento médico. Apesar de todo o esforço que está sendo feito para atender a comunidade, Sandra diz que o colapso na área da Saúde pode ocorrer ainda no final deste ano.

Ela reforça, que diversos serviços do Sus podem ser suspensos se os repasses não forem realizados.

Carta aberta:

carta aberta

Créditos: Divulgação

 


Sobre o autor

Marcelo Müller

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